Qual a importância do Mês do Orgulho LGBTQIA+? Te contamos!

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Fashionista, você sabia que em junho é comemorado o Mês do Orgulho LGBTQIA+? Marcado por inúmeras atividades e movimentos de conscientização, o período veio para valorizar as relações homoafetivas, bem como, reivindicar os direitos dessa comunidade tão ampla.

Vale lembrar que tal ocasião é celebrada no mundo inteiro — especialmente no Brasil, que é um dos países mais perigosos e violentos para a população que sofre diariamente com a homofobia e a transfobia. Para se ter uma ideia, segundo dados de uma pesquisa elaborada pelo Trans Murder Monitoring, em 2020, somos o país que mais mata transexuais em todo o planeta,

Assim, nada mais justo do que abrir a sua mente e entender tudo a respeito do Mês do Orgulho LGBTQIA+: sua origem, importância e, até mesmo, como você pode participar do evento. A seguir, te contamos mais sobre o assunto. Acompanhe o post e fique por dentro!

A origem do Mês do Orgulho LGBTQIA+

Hoje em dia, muito se fala sobre o Mês do Orgulho LGBTQIA+, porém, será que você sabe qual é a origem dessa celebração? Vamos direto ao ponto. Tudo começou em 1969, quando aconteceu a famosa revolta de Stonewall, na cidade de Nova Iorque (EUA).

Na ocasião, um grupo de homens homossexuais resolveram se opor à violência policial em um bar constantemente frequentado por pessoas LGBTQIA+. Para protestar, tais indivíduos permaneceram confinados dentro do estabelecimento e, naquele momento, outros frequentadores — como gays e lésbicas — ficaram parados do lado de fora.

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A ideia desse grupo era se recusar à revista policial. Logo, não demorou até que um confronto fosse criado — com duração de 4 horas e resultando na destruição total do bar.

Diante disso, e com o fim do point, um outro grupo de pessoas tomou a liberdade de se reunir no mesmo endereço na noite seguinte. E, como já não havia um local privado para que houvesse trocas de afeto, estas ocorreram na própria rua, diante dos olhos da polícia.

Como você pode imaginar, as autoridades, mais uma vez, chegaram para reprimir essa atitude e, desse modo, foi gerada mais uma série de protestos. Não teve jeito: essa sequência de revoltas durou cinco dias, até serem completamente controladas. De todo modo, a luta da população LGBTQIA+ continuou firme e forte — sempre reivindicando os seus direitos ao redor do mundo.

O efeito da revolta

Felizmente, o movimento ganhou força e, a cada dia, mais pessoas apoiam essa causa. O resultado disso? Do começo dos anos 1970 para cá, surgiram diversas organizações pelos direitos dos gays, lésbicas e travestis. Fora isso, aconteceu também a primeira passeata do Orgulho Gay, também nos Estados Unidos.

No Brasil, por sua vez, essas movimentações começaram a aparecer somente por volta dos anos 1980, especialmente, porque nos anos anteriores o país sofreu com a repressão da ditadura militar — que, entre outras questões, perseguia em massa as pessoas com sexualidade e gênero divergentes.

Um panorama sobre a homofobia no Brasil

Como foi dito no início do post, o Brasil é um dos territórios mais perigosos para o público LGBTQIA+.

Não por acaso, o Mês do Orgulho deve ser celebrado em todo o país, até que toda a população compreenda a causa — promovendo, de fato, o acesso aos direitos e à cidadania aos indivíduos que se identificam com esse grupo.

Ainda assim, e para ilustrar melhor esse cenário, listamos abaixo alguns dados importantíssimos e que mostrarão a importância da conscientização. Espia só!

De acordo com um estudo, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em dados de 2017 a respeito da população LGBTQIA+, foi constatado que:

  • 36% dos estudantes de sexualidade ou gênero divergentes afirmam ter sido vítimas de violência física;
  • 73% dos estudantes de sexualidade ou gênero divergentes afirmam ter sido vítimas de violência verbal.

Por essas e outras, podemos dizer que o Mês do Orgulho LGBTQIA+ é uma oportunidade e tanto para debater mais a respeito das discriminações e desigualdades que ocorrem no dia a dia de nossa sociedade.

Você pode não imaginar, mas existem inúmeras maneiras de exclusão e que necessitam ser discutidas urgentemente. Esse é o caso de episódios de preconceito presentes tanto no círculo social, no ambiente de trabalho ou, simplesmente, no núcleo familiar.

A criminalização da homofobia

Ainda há muita luta pela frente, é verdade. No entanto, não podemos esquecer que alguns avanços já aconteceram. Em 2019, por exemplo, a LGBTfobia passou a ser considerada crime em território brasileiro.

A partir de uma votação no Supremo Tribunal Federal (STF), ficou decidido que tanto a discriminação contra homossexuais, quanto contra transexuais configura crime. Quem violar a lei pode responder judicialmente, com uma pena prevista de até três anos de prisão, bem como uma multa.

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Dicas para participar do Mês do Orgulho LGBTQIA +

A boa notícia? Existem várias maneiras de aproveitar o Mês do Orgulho LGBTQIA+ para se conscientizar — ou, até mesmo, conscientizar os seus amigos e familiares. E para te dar uma mãozinha nessa tarefa, selecionamos algumas atitudes supervaliosas, que garantirão benefícios para toda a sua vida. Anote!

  • Nas principais plataformas de streaming, como a Globoplay e a Netflix, é possível conferir filmes e séries incríveis que abordam a temática do Mês do Orgulho LGBTQIA+;
  • Na cidade de São Paulo, vai acontecer a Parada do Orgulho LGBTQIA+. A edição será realizada na Avenida Paulista, no dia 19 de junho, e terá como tema “Vote com orgulho – por uma política que representa”,
  • Para quem estiver fora do país, também haverá comemorações em várias regiões. Esse é o caso da Tel Aviv Pride (Israel), da Canal Parade (Holanda) e da MADO (Espanha).
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E aí, bb: curtiu conhecer mais a respeito do Mês do Orgulho LGBTQIA+? Após todas essas informações, você já se sente preparada para participar dessas celebrações e conscientização? Esperamos que sim!

Inclusive, uma maneira incrível de dar o primeiro passo é compartilhar este post em suas redes sociais. Quanto mais pessoas se atualizarem sobre o tema, mais fácil ficará a troca de opiniões e a luta por direitos iguais.

Nos vemos na próxima!

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