Cultura do cancelamento: o que é e quais os seus efeitos?

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Em tempos de era digital, todo mundo já deve ter ouvido falar na famosa cultura do cancelamento — ainda mais, se você é uma heavy user das redes sociais. Presente no Facebook, Instagram, Twitter, Tik Tok, LinkedIn e qualquer outro canal de comunicação, essa prática se tornou bastante comum e, inclusive, praticada por muitos de nós.

A princípio, a proposta era fiscalizar comentários ofensivos e, até mesmo, crimes virtuais, como aqueles que envolvem racismo, homofobia ou gordofobia. Contudo, e diante de uma busca constante pela perfeição, esse movimento acabou tomando proporções mais amplas e até radicais.

Por isso, fashionista, prepare-se: hoje vamos falar um pouco sobre a tal cultura do cancelamento, os seus efeitos e, inclusive, algumas celebs que vivenciaram essa experiência. Para se aprofundar no assunto, continue com a gente e se atualize desde já!

Tudo sobre a cultura do cancelamento

Nos últimos anos, “cancelar uma pessoa” se tornou algo frequente. Eleito em 2019, pelo Dicionário Macquarie, o termo “cultura do cancelamento” vem sendo um dos mais comentados atualmente, especialmente, quando se trata de figuras públicas, como é o caso de artistas, atletas, digital influencers e bloggers.

Basicamente, quando um indivíduo é “cancelado”, significa que ele está, automaticamente, sendo excluído por um determinado grupo ou pessoa. Logo, ele deixa de existir na vida desses usuários, seja no universo digital ou não.

Em alguns casos, essa ação tem hora marcada para acabar e não é muito duradoura assim, dependendo da “falha” cometida. Em outros, o “cancelado”, precisa provar para o público que mudou, para então, poder ser aceito mais uma vez em um núcleo.

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O que faz com que uma pessoa seja cancelada?

Para ser oficialmente cancelada, uma pessoa precisa fazer algo considerado errado em nossa sociedade. São atitudes que, na realidade atual, não são mais toleradas — ainda mais, após o momento de desconstrução social que o mundo vem enfrentando.

Inicialmente, a ideia era que essa atitude promovesse debates sobre xenofobia, racismo, homofobia e demais tipos de intolerância. Mas, o que vem ocorrendo é que o “ato de cancelar”, passou a ocorrer também em situações um tanto supérfluas, sabe?

Em alguns fandoms — grupo de fãs ou pessoas com gostos em comum —, essa prática também está ocorrendo quando algum indivíduo fala mal de uma certa celebridade. Ou também, quando pessoas dizem não gostar de algo apreciado pela maioria. Gostos musicais, preferências alimentares, produção de looks e mais uma série de situações diferentes se tornaram alvo da cultura do cancelamento. Complicado, né bb?

É claro que existem diversas situações por aí. Umas mais graves e outras, nem tanto. Inclusive, dependendo do nível do “cancelamento”, a pessoa pode sofrer uma série de consequências que não se limitam apenas ao universo digital. Perdas de contratos de trabalho, danos psicológicos e cyberbullying são alguns exemplos disso.

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As celebs que já foram canceladas na web

Não faltam personalidades que passaram pela cultura do cancelamento. De brasileiros aos gringos, a quantidade é grande e vem aumentando com o passar do tempo. Um bom exemplo, aqui no Brasil, é o da influenciadora digital Gabriela Pugliesi.

Recentemente, a gata teve uma atitude um tanto irresponsável ao fazer uma festa em plena pandemia da Covid-19, logo após ter sido infectada — e curada — pelo vírus. Inclusive, esse não foi o único episódio em que a personalidade foi “cancelada”.

Acontece que, ao cair na rede, a sua recepção gerou muitas críticas, não somente dos seguidores, mas também, de outros famosos que repudiaram a atitude. O resultado disso foi um só: Gabriela perdeu inúmeros contratos e parcerias que optaram por não vincular a sua marca ao nome da influencer.

No campo internacional, está J.K Rowling, mundialmente conhecida pela criação de Harry Potter. Há pouco tempo, ela entrou em uma polêmica na web por tecer comentários considerados transfóbicos. Em uma de suas publicações, a escritora mencionou “pessoas que menstruam”, para se referir às mulheres e, ao mesmo tempo, acabou excluindo as pessoas não-binárias e os homens trans.

Já em relação aos homens, o digital influencer Carlinhos Maia é um dos que mais se destacam quando o assunto é cancelamento. Vira e mexe, a personalidade passa por períodos conturbados na internet, como quando o mesmo “vandalizou” uma obra de arte, ou também, durante um desentendimento com o youtuber Whindersson Nunes.

A “patroa” não ficou de fora

Outro bom exemplo, é a Anitta. Várias vezes ao ano, a cantora é “cancelada” pelos seus seguidores, como dizem por aí. Em alguns casos, isso aconteceu por conta de brigas com a artista Ludmilla. Já em outros, ela foi acusada de quebrar a quarentena, fazer apropriação cultural ou por somente “surfar” na onda do feminismo.

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Os perigos do tribunal da internet

A cultura do cancelamento é uma febre entre os jovens. Entretanto, esse movimento também vem mostrando alguns efeitos negativos. Em vez de, simplesmente, debater temas importantes, os usuários criaram o costume de julgar essas celebridades sem qualquer prova. O chamado “tribunal da internet”.

Ainda que as intenções sejam as melhores, vamos falar a verdade: não somos juízes para, de fato, determinarmos se algum indivíduo é culpado e qual o tipo de pena ele deve cumprir. E mais! Conforme consta na legislação brasileira, “ninguém pode ser culpado sem, antes, ser julgado”. Esta é a chamada presunção de inocência.

Obviamente, não podemos confundir o “cancelamento” com os crimes de ódio e preconceitos — comportamentos lamentáveis e que devem ser combatidos diariamente. Porém, antes de linchar virtualmente qualquer um, que tal analisarmos profundamente a situação e começarmos a encarar as pessoas como seres humanos?

Um bom exercício, por exemplo, é se colocar no lugar do cancelado. Já imaginou se uma situação dessa acontecesse com você, em um momento de deslize ou, até mesmo, de fragilidade?

Na maioria dos casos banais, os danos causados por esse movimento pode até desencadear complicações psicológicas graves, como a ansiedade, a depressão e demais problemas que envolvem a nossa saúde mental.

Vale lembrar que, quando banalizado, o cancelamento serve para buscar por uma perfeição que não existe entre os seres humanos. Fato este, responsável por impedir que a pessoa encare e aceite os seus defeitos para evitar passar por situações embaraçosas. Em resumo, ela iniciará uma batalha interna que, no fim das contas, só irá gerar tristeza e frustração.

E se você não quer participar dessas atividades prejudiciais, considere alguns fatores importantíssimos. Olha só quais são eles:

  • pratique a empatia e se coloque no lugar de quem está sendo “linchado”;
  • pense que você não é um juiz e, tampouco, tem provas concretas do que aconteceu;
  • tenha em mente que ninguém é perfeito;
  • prefira lutar por crimes reais e não deslizes supérfluos;
  • dê tempo para que a pessoa amadureça;
  • converse e aponte o erro do outro, mas sem julgamentos.

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